terça-feira, 24 de outubro de 2006

O trem de Barbacena

Pedi um empurrão pra escrever algo. Gisele me passou endereços de alguns blogs em que colabora Um deles, brutti, sporchi e cattivi, ao contrário de me empurrar, puxou-me 16 anos no tempo. Voltei à adolescência e caí em Barbacena, na minha única noite na cidade. Era uma visita que fazíamos, alunos da Escola Agrotécnica de Muzambinho, à irmã mais velha, que naquele 1990 completava 80 de fundação.
Conhecemos a escola durante o dia e participamos de um coquetel à noite. A boca-livre não era exatamente pra gente, mas aproveitamos. Não sabíamos se o que nos serviram era vinho ou champanhe. Demorou até alguém descobrir que as bolhinhas na taça significavam algo.
Ali devíamos nos comportar, mas com algum tempo livre, fomos para a cidade. Tomamos chopp – ou será que foi cerveja? – em um bar com mesas na calçada. Fazia calor e Barbacena era toda novidade.
Na volta, passávamos sobre um pontilhão. Aos nossos pés, um trem. Não trem mineiro, que pode ser qualquer coisa, mas um trem, trem mesmo, com vagões e tudo mais. Não tivemos dúvidas, aliviamos dali de cima o chopp que pressionava nossas bexigas.
Mijamos deliciosamente em cima do trem de Barbacena.
E seguimos nossos destinos, nós e o trem. Entre as montanhas de Barbacena.

2 comentários:

giseLLe disse...

foi lá!?
q surpresa!
bjs

Gi disse...

ah! comenta lá!?
meus leitores são muito silenciosos... rs