quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Peça de Museu?


Num dia de férias, resolveu entrar no MIS, Museu da Imagem e Som em Campinas. Na primeira sala da exposição permanente encontrou uma TV antiga, da década de 50. Como seria a imagem de um troço desses?, perguntou a si mesmo, enquanto olhava o aparelho que nem de longe se parece com nossas TVs modernas de alguns centímetros de espessura e muitas polegadas de tela.
Caminhou um pouco mais e viu outros aparelhos encontrados em antiquários e revistas de sebo. Rádios, gramofones, vitrolas e câmeras fotográficas.
Ficou maravilhado em encontrar tantas peças eletrônicas antigas num só lugar. Uma divertida viagem no tempo. Resgatou da lembrança uma TV antiga que havia na casa de seus pais quando era jovem, com aquela tela azul na frente, pra dar um pouco de luz à imagem em preto e branco. Era a única janela para o mundo que conhecia. Hoje, são tantas opções, tantos canais de TV, celular, DVD, computador com internet. Tudo te liga a um mundo que não te pertence.
Encontrou uma sala só de TVs e se deteve logo na entrada. Olhou detalhadamente um dos aparelhos: era idêntico ao que havia na sala de sua casa. Um aparelho comprado numa promoção para assistir à Copa de 1986, no México. Vinte polegadas, colorido, televisor bastante moderno, embora fosse do modelo mais simples, sem controle remoto – na época, o controle encarecia um bocado. Mas o que uma televisão como a sua, que funciona perfeitamente há mais de vinte anos, estava fazendo ali no museu?
Chocado, deu meia volta e abandonou a exposição. Não teve dúvidas. Foi direto a um cabeleireiro e mandou tingir os cabelos brancos.

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