terça-feira, 8 de julho de 2014

Saudades sem passado

A dor do passado,
não o vivido,
mas o imaginado,
era pior que o presente.
Este, por mais saudades que trouxesse, 
não era tão ruim.
Na verdade 
é bom.
Pois o intervalo valoriza o que é vivido
como o rápido chiado do antigo LP 
que marca suavemente o fim de uma música e o começo da nova. 
A lembrança do que não viveu
daquilo em que estava de fora
era a pior sensação. 
Doía o peito pelo não vivido. 
a mente tomada por pensamentos sofridos
inveja pela alegria que não foi sua.
Tentava em vão recuperar os bons momentos há pouco passados
mas só lhe vinha o ciúme. 
Só mesmo a presença muda isso e dá novo sentido ao presente
É a nova música tocando na velha vitrola 

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